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  • Introdução

    Nosso objetivo ao longo desse material é encontrar fórmulas que expres- sem as áreas de algumas figuras planas através de suas dimensões. Para tanto, nosso ponto de partida é um quadrado unitário: por definição, dizemos que a área de um quadrado de lado 1cm é igual a 1cm². (lê-se: um centı́metro quadrado).

    No restante desse material, utilizamos a definição acima para deduzir fórmulas para as áreas de alguns polı́gonos convexos.

    Considere, por exemplo, um retângulo cujos lados medem 2cm e 3cm. A partir de um dos vértices do retângulo, podemos traçar, a cada centı́metro, segmentos de retas perpendiculares aos lados, de modo que o retângulo fique dividido em 2 x 3 = 6 quadrados de lado 1cm (veja a figura abaixo). Desse modo, a área do retângulo é igual a 2 x 3 = 6cm².

    O argumento utilizado para calcular a área do retângulo acima pode ser facilmente estendido para calcular a área de qualquer retângulo cujos lados tenham, por medidas, quantidades inteiras de centı́metros: se os lados de um retângulo medem m e n centı́metros, com m e n inteiros, então a sua área é igual a m x n cm². De fato, argumentando como no exemplo acima, podemos facilmente particionar o retângulo em m x n quadrados unitários.

    Calculemos, agora, a área do quadrado desenhado na figura a seguir, cujo lado mede 8 3 cm. Veja que podemos dividir o quadrado unitário (pintado de amarelho) em 9 quadradinhos menores de lado 1 3 Sendo assim, a área de cada um desses quadradinhos menores deve ser igual 1 9 = ( 1 3 )² cm². Por outro lado, traçando retas perpendiculares aos lados, podemos dividir o quadrado de lado 8 3 em 64 quadradinhos de lado 1 3 Portanto, concluı́mos que a área do quadrado de lado 8 3 cm deve ser igual (em cm2 ) a

    64 x 1 9 = 64 9 = ( 8 3 )².

    Adaptando o argumento acima ao caso de retângulos, podemos mostrar sem dificuldade que a área de qualquer retângulo cujos lados têm medidas em centı́metros dadas pelos números racionais m n e p q é igual (em cm²)

    m n x p q

    Em retângulos cujos lados possuem medidas irracionais (em cm), a ideia é aproximar (tanto quanto se queira) esses números irracionais por números racionais e concluir que, ainda neste caso, temos que a área é dada (em cm²) pelo produto das medidas dos lados. Dessa forma, concluı́mos que:

    A área de um retângulo de lados a e b é igual a ab.

    Como caso particular da fórmula acima (fazendo a = b = l) temos que:

    A área de um quadrado de lado l é igual a l² .

    É importante observar que as fórmulas deduzidas acima, para a área de um quadrado e um retângulo, permanecem válidas independentemente da unidade de comprimento utilizada para medir seus lados. Por exemplo, se chamarmos de unitário um quadrado de lado igual a 1m, e dissermos que sua área é igual a 1m² (lê-se: metro quadrado), então a área de um quadrado de lado (em m) igual a l será (em m²) igual a l² , ao passo que a área de um retângulo de lados (em m) iguais a a e b será (em m²) igual a ab.

    Nesse sentido, o único ponto relevante é como expressar em cm² uma área dada em m², ou vice-versa. Para fazer isso, basta observar que, tomando um quadrado de lado igual a 1m e dividindo cada lado em 100 partes iguais, particionamos o quadrado em 100² quadrados de lados iguais a 1cm cada. Então, calculando áreas, concluı́mos que

    1m² = 100²cm².

    Calcularemos, agora, a área do paralelogramo ABCD, de base b e altura h, desenhado na figura abaixo:

    Consideremos (veja a parte de baixo da figura) a reta perpendicular ao lado CD passando por C e sua interseção E com o prolongamento do lado AB; como AB e CD são paralelos, AE e CE também são perpendiculares. Além disso, denotemos por H o pé da perpendicular ao lado AB passando pelo ponto D.
    Afirmamos que os triâgulos AHD e BEC são congruentes. De fato, como DCEH é um retângulo, temos

    AB = CD = EH e, daı́,
    AH = AB − HB
    = HE − HB
    = BE;

    também, AD = BC, pois são lados opostos de um paralegramo, e AHD = BEC = 90°. A congruência decorre, portanto, pelo caso especial CH, de congruência de triângulos retângulos.
    Assim, escrevendo A(F) para denotar a área de uma figura F, concluı́mos que A(AHD) = A(BEC), de forma que

    A(ABCD) = A(AHD) + A(HBCD)
    = A(BEC) + A(HBCD)
    = A(HECD)
    = HE x h
    = AB x h
    = bh.

    Em resumo,

    A área de um paralelogramo de base b e altura h é bh.

    Passamos, agora, ao cálculo da área de um triângulo ABC de base AB = b e altura h, mostrado em verde na figura abaixo.

    Considere o ponto D tal que ABDC é um paralelogramo. Então, a base de tal paralelogramo mede b e sua altura mede h, de sorte que sua área é igual a bh.
    Mas, observe que os triângulos ABC e DCB são congruentes pelo caso LLL, pois AB = DC e AC = DB (por serem pares de lados opostos de um paralelogramo) e o lado BC é comum a ambos. Portanto, temos:

    A(ABDC) = A(ABC) + A(DCB) = 2A(ABC)

    e, daı́,

    A(ABC) = 1 2 A(ABDC) = 1 2 bh.

    Em resumo, concluı́mos que

    A área de um triângulo de base b e altura h é 1 2 bh.

    Área de losangos

    Como aplicação da fórmula para a área de triângulos, examinemos o caso dos losangos. Observando o losango na figura abaixo, vemos que suas diagonais o dividem em quatro triângulos retângulos congruentes. De fato, como diagonais se intersectam ao meio e os lados do losango têm todos a mesma medida, a congruência entre os quatro triângulos segue do caso LLL; logo, todos os ângulos no ponto de interseção das diagonais são retos.

    Se denotarmos as medidas das diagonais do losango por d 1 d 2 um desses triângulos retângulos tem catetos de medidas d 1 2 e d 2 2 . Como a área de um triângulo retângulo de catetos b e c é dada por 1 2 bv, temos que

    1 2 x d 1 2 x d 2 2 = 1 8 d 1 d 2 .

    Por fim, somando as áreas dos quatro triângulos, segue que o losango tem área igual a

    4 x 1 8 d 1 d 2 = 1 2 d 1 d 2 .

    Área de trapézios

    Já em relação ao trapézio da próxima figura, cujas bases paralelas medem B e b e cuja altura mede h, traçando uma de suas diagonais o dividimos em dois triângulos, um de base B e altura h e outro de base b e altura h.

    Portanto, a área do trapézio é dada por

    B x h 2 + b x h 2 = Bh + bh 2 = (B + b) x h 2

    Agora, apresentaremos uma fórmula para o cálculo da área de polı́gonos regulares em função do apótema e do perı́metro do polı́gono. Inicialmente, considere o triângulo equilátero ABC de lado l e apótema a 3 , inscrito em um cı́rculo de centro O e raio R (veja a figura abaixo).

    Como a figura sugere, podemos dividir o triângulo em três triângulos congruentes, OAB, OAC e OBC, todos com área igual a 1 2 l x a 3 Então, a área do triângulo equilátero ABC pode ser calculada por

    A(ABC) = 3 x l x   a 3 2
    = 3 x l x   a 3 2
    = 3 x p 3 x   a 3 2
    =   p 3 x   a 3 2

    em que p3 é o semiperı́metro do triângulo ABC.
    Para expressarmos a área de ABC de outra maneira útil, comece observando que ABO b = 30°. Então,

    a 3 l 2 ⇒ 3 3 = 2a 3 l ⇒ a 3 = 3l 6

    Continuando, analisemos o caso de um hexágono regular inscrito num cı́rculo de raio R, desenhado na figura a seguir:

    Podemos dividir o hexágono em seis √ triângulos equiláteros de lado l, os quais todos têm áreas iguais a l² 3 4 Portanto, a área do hexágono ABCDEF é dada por

    A(ABCDEF) = 6 x l² 3 4 = 3 3 2 l².

    De outro modo, observe que cada um dos seis triângulos equiláteros nos quais o hexágono foi dividido tem altura igual a a 6 , o apótema do hexágono. Portanto, a área do hexágono ABCDEF é igual à soma das áreas dos seis triângulos:

    A(ABCDEF) = 6 x l x   a 6 2 = 6l x   a 6 2 p 6 a 6